JOÃO LOURENÇO PODE VIR SER O FRIO DO HIGINO NO PRÓXIMO CONGRESSO DO MPLA
Política
10 de May, 2026
JOÃO LOURENÇO PODE VIR SER O FRIO DO HIGINO NO PRÓXIMO CONGRESSO DO MPLADurante a reunião do Bureau Político do partido dos Camaradas, que ocorreu hoje, 9 de Maio, em Luanda, o actual PR do MPLA e da república, João Manuel Gonçalves Lourenço, deu um tiro de meta aos candidatos à presidência do seu partido, ao tornar hoje ao público a sua vontade de recandidatar-se às eleições no seio do partido que lidera.Por Mateus Bazonga A informação que circula até ao momento, aponta para a existência de 4 pré-candidaturas a saber: O Higino Carneiro, José de Almeida, António Venâncio e João Lourenço. Está semana, falando ao Novo Jornal, a Irene Neto, confirmou a sua intenção de se candidatar. A recandidatura do João Lourenço às eleições do MPLA, não significa aporta aberta para, de igual modo, recandidatar-se como PR da república, pois a constituição de Angola condena esta possibilidade. João Lourenço, ganhou apoio no interior do seu partido por combater figuras ligadas ao antigo Presidente José Eduardo dos Santos e à família dos Santos. Porém, críticos afirmam que o combate à corrupção tornou-se seletivo, atingindo adversários internos enquanto aliados continuam protegidos. Esta postura do recém-candidato, belisca a sua imagem numa parte dos membros do seu partido e, por outro lado, há crescente frustração entre jovens, ativistas e sociedade civil. Protestos sobre desemprego, pobreza e liberdade política têm aumentado, e organizações acusam o governo de repressão e limitações às liberdades cívicas. Existem sinais de disputa dentro do próprio MPLA sobre sucessão e controlo do partido antes das eleições de 2027. Alguns sectores do partido estariam descontentes com reformas, centralização de poder e distribuição de influência política. Como figura importante na diplomacia africana, João Lourenço também enfrenta pressão ligada aos conflitos na região dos Grandes Lagos, especialmente no leste da República Democrática do Congo, além dos efeitos globais da crise económica e energética. Uma parte da população e da oposição questiona a independência da justiça, da comissão eleitoral e de outras instituições do Estado, acusando o MPLA de misturar partido